Valéria Di Pietro

Agosto 25, 2009

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Arquivado em: Uncategorized — Valeria Di Pietro @ 8:03 am

Junho 20, 2009

Emir Sader: europa a direita américa latina à esquerda

Arquivado em: Uncategorized — Valeria Di Pietro @ 10:27 am

O VERMELHO!!!

Foram os europeus que inventaram a expressão “esquerda”, foram eles que nos exportaram seus grandes teóricos, foram sempre eles as referências para as esquerdas de outras regiões do mundo, durante mais de um século e meio. Agora a Europa se torna um bastião da direita, a esquerda européia vive seu momento de maior debilidade desde que o termo foi inventado, enquanto a esquerda se fortalece na América Latina.

Partidos tradicionais de esquerda desfigurados, com tantos deles tendo aplicado rigorosamente políticas neoliberais – como os casos da Espanha, da França, da Inglaterra, da Alemanha, entre tantos outros. Sindicatos muito debilitados, devido às políticas de “flexibilização laboral”, ao desemprego, à exploração chovinista contra os trabalhadores imigrantes. Esquerda radical isolada, dividida. Cenário ideológico dominado pela direita e até mesmo pela extrema direita.

Um continente que vive bem, mais distante do que nunca do que vive a periferia, que não quer mudar, que culpa suas vítimas pelos seus problemas – imigração, “terrorismo”. Um continente que preferiu consolidar sua aliança subordinada com os EUA, do que aliar-se à periferia na luta por um mundo melhor.

Votam à direita, com hegemonia conservadora, porque são os grandes vencedores da globalização neoliberal, enquanto a América Latina vota à esquerda, porque somos vítimas dessa globalização. Enquanto eles rejeitam a esquerda, a América Latina reivindica e trata de reinventá-la. Enquanto eles rejeitam o marxismo, o pensamento critico latinoamericano busca aplicá-lo criativamente.

Enquanto eles reforçam o capitalismo de forma conservadora e autoritária, com políticas duras contra a imigração, países latinoamericanos – como a Bolívia e o Equador – reivindicam a seus imigrantes e elegem representantes seus para suas constituintes e seu sistema política de Estados refundados.

Enquanto eles projetam lideres direitistas e autoritários como Sarkozy, Berlusconi, Merkel e se representam neles, a América Latina exibe a imagem dos 5 presidentes latinoamericanos de mão dadas ao alto no Fórum Social Mundial – Evo Morales, Rafael Correa, Lula, Hugo Chavez, Fernando Lugo -, todos outsiders da política tradicional, que começam a construir o “outro mundo possível”.

A Europa se transformou em um bastião do conservadorismo no mundo, substituindo a tradicional postura solidária da esquerda no pós-guerra, pelo egoísmo consumista de agora. Promoveu sua integração para se posicionar melhor no mercado mundial, para virar mais ainda um continente fortaleza, fechado sobre si mesmo.

Enquanto a América Latina promove processos de integração solidária, que permitem terminar com o analfabetismo na Venezuela e na Bolívia, devolver à visão a quase dois milhões de latinoamericanos, formas as primeiras gerações de médicos pobres – através da Alba.

Forma um banco da região - o Banco do Sul -, para financiar nossos próprios projetos. Constitui o Conselho Sulamericano de Defesa, para resolver os conflitos internos dentro da própria região e fortalecer a segurança da região frente às ameaças externas.

A eleição e posse recentes de Mauricio Funes, em El Salvador, apenas confirma essa tendência latinoamericano de buscar na esquerda - moderada ou radical - a solução para seus problemas e a vida de superação do neoliberalismo, forjado e exportado do centro do capitalismo para nossos países e assumido por governos aliados do centro do capitalismo. Enquanto a América Latina privilegia a unidade do Sul do mundo, contra o neocolonialismo e a dominação imperial do centro.

A Europa se torna uma espécie de museu, congelada, buscando estar de costas para o novo mundo que procuramos construir. Nós, America Latina, um laboratório de experiências de construção desse novo mundo.

Setembro 4, 2008

Arquivado em: Uncategorized — Valeria Di Pietro @ 2:18 pm

Janeiro 7, 2008

Arquivado em: OS POETAS, Uncategorized — Valeria Di Pietro @ 7:38 am

lo pior del eco
es que dice las mismas
barbaridades
o pior do eco
é dizer as mesmas
barbaridades
las plantas oyen
si uno las linsonjea
se hincham de verde
as plantas olham
se alguém as lisonjeia
incham-se de verde
drama cromático
el verde es un color
que no madura
drama cromático
o verde é uma cor
que não amadurece
en la laguna
el agua es un espejo
sin exigências
na lagoa
a água é um espelho
sem exigências
los grilos rezan
mas são orações
iconoclastas
os grilos rezam
mas são orações
iconoclastas
EL MAR VIENE DEL MAR El mar viene del mar
muere naciendo
simulacro de dios
baba del cielo
viene del mar el mar
mar de sí mismo
desierto sin memoria
y sin olvido
el mar se lleva el mar
pero en la noche
las resacas no vuelven
al horizonte
O MAR VEM DO MAR O mar vem do mar
morre nascendo
simulacro de deus
baba do céu
vem do mar o mar
mar de si mesmo
deserto sem memória
e sem esquecimento
o mar chega ao mar
mas à noite
as ressacas não retornam
para o horizonte
SOBREVIVENTES Cuando en un accidente
una explosión
un terremoto
un atentado
se salvan cuatro o cinco
creemos
insensatos
que derrotamos a la muerte
pero la muerte nunca
se impacienta
seguramente porque
sabe mejor que nadie
que los sobrevivientes
también mueren
SOBREVIVENTES Quando em um acidente
uma explosão
um terremoto
um atentado
salvam-se quatro ou cinco
cremos
insensatos
que derrotamos a morte
mas a morte nunca
se impacienta
pois, com certeza
sabe melhor do que ninguém
que os sobreviventes
também morrem
VARACIONES SOBRE UN TEMA DE HERÁCLITO No sólo el río es irrepetible
tampoco se repiten
la lluvia el fuego el viento
las dunas el crepúsculo
no sólo el río
sugirió el fulano
por lo tanto
nadie puede
mengana
contemplarse dos veces
en tus ojos
VARIAÇÕES SOBRE UM TEMA DE HERÁCLITO Não é só o rio que não se repete
tampouco se repetem
a chuva o fogo o vento
as dunas o crepúsculo
não é só o rio
sugeriu o fulano
portanto
nada pode
beltrana
ser contemplado duas vezes
em teus olhos
conforme truena
los oídos del bosque
se cubren de hojas
conforme troveja
os ouvidos do bosque
cobrem-se de folhas
cuando era niño
las canciones de cuna
me desvelaban
quando era criança
as canções de ninar
me acordavam
el preso sueña
algo que siempre tiene
forma de llave
o preso sonha
algo que sempre tem
forma de chave
sólo los náufragos
valoran com justicia
la natación
apenas os náufragos
valorizam com justiça
a natação
el zángano es
el seguro de vida
de la colmena
o zangão é
o seguro de vida
da colméia
SUELTA DE PALOMAS
Soltar una paloma
no siempre es algo fácil
de imaginar
la paloma es la clave
de tantos sueños
artesanales
si uno dice paloma
piensa espíritu santo
piensa paz
por eso
soltar una paloma
es siempre algo difícil
de imaginar
quizá exista una sola
manera de lograrlo
soltar realmente
una paloma
LIBERTAÇÃO DAS POMBAS
Soltar uma pomba
nem sempre é algo fácil
de imaginar
a pomba é a chave
de tantos sonhos
artesanais
se alguém diz pomba
pensa espírito santo
pensa paz
por isso
soltar uma pomba
é sempre algo difícil
de imaginar
quiçá exista apenas
uma maneira de fazê-lo
soltar realmente
uma pomba
TEORÍA DE CONJUNTOS
Cada cuerpo tiene
su armonía y
su desarmonía
en algunos casos
la suma de armonías
pude ser casi
empalagosa
en otros
el conjunto
de desarmonías
produce algo mejor
que la belleza
TEORIA DOS CONJUNTOS
Cada corpo tem
sua harmonia e
sua desarmonia
em alguns casos
a soma das harmonias
pode ser quase
enjoativa
em outros
o conjunto
de desarmonias
produz algo melhor
do que a beleza
BOTELLA AL MAR
El mar un azar
VICENTE HUIDOBRO
Pongo estos seis versos en mi botella al mar
con el secreto designio de que algún día
llegue a una playa casi desierta
y un niño la encuentre y la destape
y en lugar de versos extraiga piedritas
y socorros y alertas y caracoles.
GARRAFA AO MAR
O mar um acaso
VICENTE HUIDOBRO
Ponho estes seis versos em minha garrafa ao mar
com o desígnio secreto de que algum dia
chegue a uma praia quase deserta
e uma criança a encontre e a destampe
e no lugar de versos extraia pedrinhas
e socorros e alertas e caracóis.

Dezembro 16, 2007

retirado do blogspot sempreacrescer

Arquivado em: Uncategorized — Valeria Di Pietro @ 5:55 am

A lenda da Fénix

A fénix, o mais belo de todos os animais fabulosos, simbolizava a esperança e a continuidade da vida após a morte. Revestida de penas vermelhas e douradas, as cores do Sol nascente, possuía uma voz melodiosa que se tornava triste quando a morte se aproximava. A impressão que a sua beleza e tristeza causavam em outros animais, chegava a provocar a morte deles.

Segundo a lenda, apenas uma fénix podia viver de cada vez. Hesíodo, poeta grego do século VIII a.C. afirmou que esta ave vivia nove vezes o tempo de existência do corvo, que tem uma longa vida. Quando a ave sentia a morte aproximar-se, construía uma pira de ramos de canela, sálvia e mirra em cujas chamas morria queimada. Mas das cinzas erguia-se então uma nova fénix, que colocava piedosamente os restos da sua progenitora num ovo de mirra e voava com eles à cidade egípicia de Heliópolis , onde os colocava no Altar do Sol. Dizia-se que estas cinzas tinham o poder de ressuscitar um morto.

FENIX

Arquivado em: Uncategorized — Valeria Di Pietro @ 5:48 am

sê Fênix.
Usufrui do direito quem tens ao sofrimento real, ele é teu e único.
Necessário.
Mas lembra-te, a vida segue inexoravelmente seu curso. Atropela os incautos, deslumbra os afoitos, premia os justos e corajosos.

Após amarguras sentidas transforma-te, sê a grega e mitológoca ave, que além de seu eterno retorno das cinzas é capaz de suportar pesadas cargas. Ressurge exuberante e mais sábia, mais serena.

Desvenda os mistérios que regem nosso universo, eterno, possível, prazeroso.
Sê feliz querida amiga, sê feliz.

William H. Stutz/ abril 2006

Fênix


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